Um grupo
de trabalho começou a investigar a denúncia de que empresas teriam invadido, em
Glória do Goitá, município do Agreste do estado, um terreno do Ministério da
Agricultura, Pecuária e Abastecimento.
Além de
ocupar o terreno, segundo a Fundação Nacional do Pau-Brasil (FunBrasil), uma
empresa do setor de peças de automóveis derrubou árvores nativas da região.
Entre elas, cedro, ipê e o pau-brasil.
A
FunBrasil denunciou o caso ao ministério na semana passada. E a superindência
oficializou ontem a criação do grupo de trabalho.
A
comissão é formado por três servidores da superintendência. Um atua na área da
engenharia civil, outro no setor de patrimônio, enquanto o terceiro conhece bem
o terreno onde teria ocorrido a ocupação indevida.
“O
objetivo do grupo de trabalho é elaborar um relatório em caráter de urgência”,
disse o chefe da divisão administrativa da superintendência, Rodolfo
Vasconcelos.
Pela
gravidade da denúncia, o relatório pode ficar pronto ainda nesta semana.
“Se
verificarmos irregularidades, vamos acionar a Procuradoria Geral da
União”, completou o superintendente regional Denildo Pereira de Lima.
O terreno
em questão foi cedido em regime de comodato pelo governo federal à Prefeitura
de Glória de Goitá. O acordo termina em 2014.
A
Fundação Nacional do Pau-Brasil ameaça ingressar com uma ação no Ministério
Público Federal contra empresas que estão invadindo áreas da União, em Glória
do Goitá, na Mata Norte.
Em parte
dessas terras, a fundação mantem um museu, uma trilha ecológica e um viveiro.
Isso é possível graças a um convênio com o Ministério da Agricultura, Pecuária
e Abastecimento.
Dezenas
de árvores – como pau-brasil, ipês e cedro – foram derrubadas
recentemente por uma empresa do setor de peças de automóveis.
“Já
denunciamos o caso ao Ministério da Agricultura. Como o governo ainda não se
posicionou, estamos dispostos a solicitar a intervenção do Ministério Público”,
disse a presidente da fundação, Ana Cristina Roldão.
A
denúncia foi feito pela fundação na semana passada.
Segundo
Ana Cristina, a derrubada recente das árvores ocorreu depois de a empresa
cercar um trecho da área da União.
A
fundação funciona em quatro de 78 hectares do Ministério da Agricultura.
No lugar,
a instituição preserva a mata ciliar do Rio Salgado e produz entre 70 mil e 150
mil mudas de espécies nativas da região.
As
plantas cultivadas no viveiros são destinadas a programas de reflorestamento,
como o feito na área em 1993.
Na época,
a fundação plantou 2,7 mil mudas de pau-brasil em Glória do Goitá.
REPORTAGEM DO DIARIO DE PERNAMBUCO.
JAILSON DA PAZ
MEIO AMBIENTE E SUSTENTABILIDADE
